Como ajudar um dependente?

Para ajudar um dependente, é necessário penetrar no sistema de vida em que ele vive. O drogadicto entende o uso de substâncias psicoativas como sendo uma solução e não um problema: “-(...) meu problema são as pessoas, se elas me deixassem em paz...“

A família ou alguém mais próximo a ele precisa aprender mais sobre dependência química e como ela vem abalando emocionalmente todos os que o cercam. Se você está próximo dessa pessoa, provavelmente é percebido como sendo parte do problema. Há necessidade de que a família e todos que cercam o dependente participem do processo de recuperação.

Como reconhecer um dependente químico?

É preciso que os pais saibam muito mais sobre drogas para poderem fazer uma avaliação satisfatória e não confundam os sintomas com a instabilidade normal da adolescência:

mudança brusca no comportamento do jovem;

irritabilidade sem motivo aparente e explosões nervosas;

inquietação motora acompanhada de impaciência, inquietação, irritabilidade, agressividade e violência;

depressão, estado de angústia sem motivo aparente;

queda do aproveitamento  ou desistência  escolar;

insônia rebelde;

isolamento, recusa em sair do quarto, evitando contato com amigos e familiares;

mudança de hábito: o jovem passa a dormir de dia e ficar acordado à noite;

desaparecimento de objetos de valor de dentro de casa ou de uso pessoal e incessantes pedidos de dinheiro para atender às necessidades;

más companhias passam a fazer parte da vida do jovem.

Alguns fatores que podem facilitar as mudanças.


Estabeleça regras claras e as conseqüências para qualquer quebra dessas regras.

Inclua nas novas regras todos os membros da família e não apenas o dependente.

Deixe que todos assumam responsabilidades pelo bem-estar comum, de acordo com o amadurecimento e a disponibilidade de cada um. Observe todos os filhos, tentando perceber mudanças de comportamento e fazer correção de rota, quando a mudança não for para a direção desejada.

Não faça do dependente a lata de lixo da família.

Quando for necessário um confronto, planeje-o com a ajuda do grupo de apoio ou de profissionais. Pense no objetivo final a atingir  e defina a estratégia para atingi-lo.

Defina o que, como e quando falará. Selecione sempre as alternativas possíveis e viáveis e apresente-as aos filhos, deixando que eles escolham. O parâmetro é estabelecido pelos pais, que determinam as possibilidades, mas isso dará aos filhos a sensação de ter escolhido, comprometendo-os com a escolha

Faça ou proponha-se apenas ao que estiver preparado. Não ameace, seja firme.

Defina para si as conseqüências para o não cumprimento de normas e limites estabelecidos. Esteja preparado para mantê-las.

Use a criatividade e a surpresa. Caso contrário, seus filhos poderão decidir que vale a pena pagar o preço pela transgressão.

Não tenha medo de manter uma punição.

Não receie o julgamento social, porém é melhor, nesse caso, ser considerado severo do que passivo. Prepare-se para desculpas, promessas e ameaças. Mantenha-se firme.

Não se preocupe com as reações de seus filhos perante o novo comportamento. Ao perceberem que ele se mantém, a raiva e as ameaças deixam de existir.

Não tenha pena de seus filhos. Pense que, para restabelecer a saúde, é preciso um remédio e seu sabor nem sempre é agradável.

Permita que seus filhos arquem com as conseqüências de seus atos. Pense que essa é a forma de modificar conduta deles e torná-los mais responsáveis.

Não ceda nos pontos essenciais, mesmo que a opção de seus filhos seja não aceitá-los. Esteja preparado para ajudá-los quando precisam.

Não use como punição para seu filho a ameaça de expulsá-lo de casa. Existem inúmeros outros recursos que podem e devem se usados.

 

A expulsão de um filho dependente de casa é a pior situação possível. Não há lugar menos adequado do que a rua, pois ele estará à mercê da doença e sem qualquer tipo de ajuda.

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